Alunos de 10 e 11 anos são suspeitos de envenenar água que professora tomou



Uma professora de 42 anos foi hospitalizada com suspeita de envenenamento depois de tomar água na escola onde trabalha. O fato ocorreu na tarde de ontem (13) na Escola Estadual Dr. Aniz Badra, no bairro Parque Residencial Cocaia, Grajaú, na zona sul da capital paulista.

Segundo testemunhas, dois alunos com idades entre 10 e 11 anos são considerados suspeitos. A delegacia responsável não deu detalhes sobre as investigações quanto à autoria da ação.



A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informa que o suposto envenenamento está sendo investigado no 101º distrito policial do Jardim das Imbuias, na zona sul.

A primeira informação da polícia é de que o caso foi registrado na unidade como "envenenamento de água potável, substância alimentícia ou medicinal".

A professora, que não teve a identidade revelada, leciona para alunos do 4º ano do Ensino Fundamental e foi socorrida pela diretora da unidade ao apresentar sintomas. Ela foi levada ao Pronto-Socorro Maria Antonieta, também no Grajaú.

Um irmão da vítima, que preferiu não se identificar, disse que sua irmã foi medicada e liberada depois da observação médica. A Secretaria de Saúde do Estado confirmou a informação, e reforçou que ela recebeu altas às 22h50 de ontem.

A reportagem procurou a unidade escolar para esclarecimentos, mas o retorno foi dado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). Em nota, a secretaria afirma que "repudia" o fato contra a professora e que a Diretoria Regional de Ensino está dando "total apoio" à professora.



"Os responsáveis pelos alunos foram chamados e será realizada uma reunião para definir as medidas que serão adotadas aos estudantes. O Conselho Tutelar acompanha o caso e um boletim de ocorrência foi registrado", diz o texto.

"A Diretoria Regional está prestando total apoio à professora. Uma equipe do Programa Conviva e do CRAVI, centro vinculado à Secretaria da Justiça, está na escola para desenvolver ações com foco na melhoria do clima escolar e dar suporte aos professores e alunos, além de toda comunidade escolar", completa.

Até a publicação desta matéria, a família e a vítima não quiseram se pronunciar mais sobre o ocorrido.
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